Visitar página no facebook
Set.01

bom-senso

bom-senso
As duas palavras, bom senso, no seu conjunto constituirão uma unidade semântica? Pois haverá fortes argumentos que nos levam a responder afirmativamente. Bastará, pois, olhar para a definição: “disposição natural para julgar corretamente, para bem ajuizar em situações específicas ou em diferentes realidades”. Estivesse aqui Aristóteles e dir-nos-ia que, na verdade, é o “elemento central da conduta ética”, vai mais além de fazer o que está certo, ou que é bom, é chegar ao equilíbrio, ao meio-termo (ou querem que seja meio termo?) através da razoabilidade e ponderação.
 
Enquanto lexicógrafa que observa atentamente a língua e o uso que os falantes fazem da mesma, declaro que estou diante de um bicho de sete cabeças! Há quem hifenize; há quem não o faça; há quem não saiba o que fazer! E de nada me adianta cortar algumas cabeças, o trabalho é de Hércules! Respeitando a tradição lexicográfica, dito o não uso do hífen, observando a estrutur a do vocábulo e o seu sentido brado por um hífen!
Não só eu, também Sacconi, no Brasil, o faz.
 
Não gostaria de cair em contrassensos, mas haja um julgamento correto e equilibrado, que não mais me perturbe a alma, haja bom-senso!
 
 
Ana Salgado
3 de setembro de 2016
 

Deixe um comentário

Está a comentar como convidado.