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Destaque da semana

  • Resumo das recomendações da Academia das Ciências de Lisboa

    Resumo das recomendações da Academia das Ciências de Lisboa

    Por D'Silvas Filho

    Sublinha-se o esforço da Academia em respeitar o AO90, como documento internacional, e a sua decisão de, simultaneamente, aplicá-lo com proteção do português europeu.
    (...)
    Do ponto de vista do autor, esta posição, contudo, é muito diferente da assumida pelos autores da Petição à Assembleia da República. Estes pedem “a desvinculação de Portugal do Tratado e Protocolos Modificativos ao Acordo Ortográfico de 1990”», o que já não podemos fazer, como país digno. Quanto à revogação da Resolução n.º 8/2011 do Conselho de Ministros, esta Resolução está claramente posta em causa, pois o documento 1 e artigo 2 da ACL recomendam um novo vocabulário para o AO90, que pondere bem as peculiaridades da variedade portuguesa da língua.

Novidades

  • Publicar em português

    Publicar em português

    Por Maria Antónia Lopes

    É incisivo o texto do MANIFESTO EM DEFESA DO MULTILINGUISMO CIENTÍFICO promovido por professores universitários do Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha e Portugal (aqui dinamizado por José d’Encarnação). Sintetizo os principais argumentos: não pode confundir-se uma língua franca de vocabulário escasso, para uso coloquial e serviços, que é hoje o inglês, com a língua da Ciência. Dentro desta, não é equiparável a mestria linguística necessária às Ciências Naturais e Técnicas com a que é indispensável às Humanidades e Ciências Sociais, nas quais “os matizes do pensamento apenas podem evidenciar-se mediante um amplo conhecimento das palavras e dos seus sinónimos” e de “toda a estrutura gramatical e conceptual”. “O empenho dos administradores da ciência europeia em reduzirem toda a comunicação científica a uma só língua está, pois, a provocar uma rápida deterioração das Ciências Sociais e Humanas”. E há também consequências nefastas no que respeita à credibilidade dos investigadores porque “no nosso mundo, associa-se, automaticamente, a qualidade de expressão à capacidade de pensamento”. Por fim, chamam a atenção para a crescente qualidade das traduções automáticas, o que torna “menos necessário obrigar alguém a exprimir-se numa língua diferente da sua”.

Português à letra
O Pórtico da Língua Portuguesa pretende assumir-se como uma referência nacional na promoção, consultoria e discussão pública de todas as questões relacionadas com a Língua Portuguesa.

Ana Salgado

Lexicógrafa de profissão há 15 anos, doutoranda em Tradução e Terminologia pela Universidade de Aveiro/Universidade Nova de Lisboa, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, ramo científico, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Coordenadora do novo Dicionário da Academia em colaboração com o Grupo de Processamento de Linguagem Natural da Universidade do Minho. Gestora do Pórtico da Língua Portuguesa. Formadora. Editora científica do Thesaurus de Ciências da Terra. Investigadora na Unidade de Investigação UFP em Energia, Ambiente e Saúde – FP-ENAS da Fundação Fernando Pessoa/Universidade Fernando Pessoa, no projeto Fixação e normalização da Terminologia no âmbito das Ciências da Terra: elaboração de tesauros e de glossários. Coordenadora do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, sob a orientação científica de João Malaca Casteleiro e da última adaptação do Grande Dicionário Houaiss. Foi coordenadora científica do Departamento de Dicionários da Porto Editora. Membro da Comissão Instaladora do Museu da Língua Portuguesa. Sócia do Observatório da Língua Portuguesa. Membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa.

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